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Outubro Rosa: tratamento do câncer de mama é individualizado de acordo com as características específicas de cada subtipo do tumor

Outubro Rosa: tratamento do câncer de mama é individualizado de acordo com as características específicas de cada subtipo do tumor


29 De Outubro / 2024

De acordo com o Ministério da Saúde, são estimados 73,6 mil novos casos de câncer de mama em 2024, com um risco de 66,54 casos a cada 100 mil mulheres brasileiras. 


Existem mais de cinquenta subtipos de câncer de mama, por isso, o tratamento é individualizado, com foco direcionado às características de cada tumor. “Nós temos diversos subtipos de câncer de mama, tanto tipos histopatológicos, quanto imunohistoquímicos. O câncer não será igual em todas as situações. Diante destes tipos, é possível a gente direcionar melhor os tratamentos de acordo com cada característica específica.” enfatiza o mastologista do corpo clínico do HCPF, Dr. Rafael Martini.


A mamografia é o principal exame utilizado para o diagnóstico da doença. 


“Se a gente observar as duas principais entidades a nível nacional, o Ministério da Saúde recomenda a mamografia partir dos 50 anos, podendo ser essa prevenção a cada dois anos. Profissionalmente, sigo a linha da Sociedade Brasileira de Mastologia, as Sociedades Médicas do país têm recomendado iniciar a prevenção a partir dos 40 anos, de maneira anual, justificando-se pela maior frequência de câncer de mama em nossa população de mulheres entre 40 e 49 anos. Ou seja, a gente tem observado o surgimento do câncer de mama em mulheres mais jovens e diante disso, recomenda-se realizar a prevenção em uma idade um pouco mais precoce. Dependendo dos fatores de risco que a mulher apresente, como o histórico familiar, tem situações que a gente individualiza e começa ainda mais precoce. De maneira geral, é recomendado pela Sociedade Brasileira de Mastologia que, que todas as mulheres, a partir dos 40 anos, independente de ter algum sintoma e independente do histórico familiar, que realizem anualmente sua mamografia.” esclarece o especialista.



O mastologista esclarece que o autoexame pode ser aliado aos exames periódicos, mas não elimina a necessidade da mamografia e demais exames recomendados pelo seu médico, alertando que a mamografia possui evidências muito claras relacionadas à prevenção, ao diagnóstico precoce e a redução de mortalidade por câncer na população que realiza este exame periodicamente. 


“Com relação ao autoexame, é uma medida de autoconhecimento, as mulheres podem realizar, mas sempre lembrando que mesmo que tenha o autoexame normal, é importante que elas mantenham a mamografia nas idades recomendadas e com a periodicidade recomendada.” destaca Dr. Rafael.


Quando o diagnóstico é obtido precocemente, além do aumento das chances de cura, aumentam também as chances da necessidade de tratamentos menos agressivos. “Um ponto bem importante é com relação ao histórico familiar, mulheres que tiveram familiares com câncer de mama e outros tipos de câncer, principalmente em idades mais jovens, devem ficar mais atentas com relação ao risco. Toda a mulher que tem histórico na família, é importante que ela informe ao seu médico a respeito do familiar que teve câncer de mama, a idade que esse familiar teve o diagnóstico da doença, porque isso vai influenciar a uma maior ou menor propensão ao desenvolvimento de um câncer.” enfatiza o mastologista.


A alimentação e a atividade física são conhecidas como fatores modificáveis para a prevenção do câncer de mama. “Existem alguns fatores de risco que são modificáveis, ou seja, que a mulher pode atuar para fins de melhorar essa prevenção. Por exemplo, obesidade é um fator de risco, o sedentarismo também tem impacto no câncer de mama, ingestão de bebida alcoólica é associada a um risco maior para o câncer de mama, então a gente adotar hábitos saudáveis tanto alimentares quanto a atividade física pode ajudar nesta prevenção.” 


O mastologista alerta ainda sobre a importância do acompanhamento médico adequado e da busca por fontes seguras de informação. “Existem sites confiáveis em relação a prevenção do câncer, por exemplo, o Instituto Nacional do Câncer, que é um órgão que a mulher pode buscar informações de maneira confiável e lembrar que a mamografia é um exame seguro, a dosagem de radiação da mamografia é muito baixa, ela não é associada a um risco para câncer, muito pelo contrário, os estudos têm mostrado uma redução de mortalidade por câncer nas mulheres que fazem mamografia periodicamente, ou seja, há um benefício muito bem estabelecido. A mamografia ainda permanece como um exame importantíssimo nesta prevenção.” finaliza Dr. Rafael Martini, mastologista no Hospital de Clínicas de Passo Fundo.