O que é a Esclerose Múltipla?
“A esclerose múltipla (EM) é a doença desmielinizante
inflamatória imunomediada mais comum do sistema nervoso central. A EM é
caracterizada patologicamente por áreas multifocais de desmielinização no
cérebro e na medula espinhal; desta forma, pode ocasionar uma ampla variedade
de sinais e sintomas, na dependência do local acometido. Acomete tipicamente
adultos jovens, com maior incidência entre os 15 e 50 anos de idade, sendo mais
prevalente no sexo feminino.” esclarece
o médico neurologista, membro do corpo clínico do HCPF, Dr. Daniel Lima Varela.
Sintomas da EM
- Neurite óptica, caracterizada por perda visual aguda
(borramento ou escotoma central), geralmente monocular (unilateral), com dor à
movimentação ocular
- Diplopia (visão dupla) não dolorosa
- Nistagmo, espécie de tremor ocular que aparece com a
movimentação dos olhos
- Vertigem (sensação ilusória de movimento), com mal-estar
importante, podendo ser acompanhada por náusea e vômito
- Disartria (dificuldade na articulação da fala)
- Parestesia (dormência ou diminuição da sensibilidade)
acometendo um lado do corpo, somente um membro, ou os membros inferiores
- Paresia (déficit de força de intensidade variada)
acometendo um lado do corpo, somente um membro, ou os membros inferiores
- Incoordenação motora (dificuldade na precisão dos
movimentos)
- Alteração dos hábitos urinário ou fecal (retenção ou
urge-incontinência)
- Intolerância ao calor (fenômeno de Uhthoff)
- Sinal de Lhermitté (sensação de choque percorrendo a
coluna após a flexão do pescoço)
- Fadiga (sensação de indisposição, de estar sempre muito
cansado)
É possível prevenir?
Como para qualquer doença autoimune, a melhor forma de
prevenção consiste em hábitos de vida saudáveis. Estas são algumas formas de
tentar minimizar o risco de aparecimento da doença.
Entretanto, é preciso deixar claro que ainda sabemos pouco
do porquê a doença se manifesta em determinadas pessoas. Acredita-se que a EM
acometa preferencialmente indivíduos geneticamente predispostos, após um
gatilho endógeno ou exógeno (uma infecção viral, por exemplo), desencadeando
desta forma uma resposta autoimune redundante, no qual variados locais do nosso
sistema nervoso central poderão ser atacados pelos nossos próprios anticorpos,
devido a uma falha no reconhecimento correto do antígeno (agente agressor).
Fatores de Risco
- Tabagismo
- Obesidade na infância e adolescência
- Baixos níveis de vitamina D
- Baixa exposição solar
- Contato prévio com o vírus Epstein-Barr
Colaboração: Dr. Daniel Lima Varela, Neurologista e Neurofisiologista Clínico, membro do corpo clínico do Hospital de Clínicas de Passo Fundo.