O ar seco e o frio comuns no inverno exigem um cuidado
redobrado com as crises asmáticas. Isso porque a combinação de fatores
ambientais, como o mofo, poeira e infecções respiratórias, somadas às mudanças
climáticas e componentes genéticos podem desencadear as crises.
A maioria dos diagnósticos ocorre ainda na infância, mas
alguns casos podem surgir apenas na idade adulta, conforme explica o
pneumologista. "A asma é uma doença que apresenta um espectro de
apresentações (fenótipos). Algumas delas podem evoluir com o aparecimento dos
sintomas apenas na idade adulta ou mesmo em idosos."
Segundo o Ministério da Saúde, 10% de população brasileira é
asmática e a doença é relacionada a cerca de 400 mil internações hospitalares.
O especialista orienta sobre quais são os sinais para a
busca de auxílio médico. "Considerando que os pacientes com asma
apresentam recorrentemente sintomas como falta de ar, o principal sinal de
alerta é a falta de ar que não melhora com as medicações inalatórias de
resgate." alerta Dr. Gustavo.
Chiado no peito, falta de ar, tosse e sensação de aperto no
peito são sintomas característicos da asma.
A irritação nas vias aéreas pode estar relacionada a
diversos fatores. "A doença pode piorar no inverno principalmente por dois
fatores: temperaturas baixas que podem induzir contração da musculatura que
reveste os brônquios e a maior prevalência de gatilhos como as infecções virais
respiratórias." esclarece Dr.
Gustavo Szortyka.
>Manter o acompanhamento médico adequado.
>Evitar a exposição a fumaça do cigarro.
>Prevenir-se de infecções respiratórias, mantendo a
vacinação em dia.
>Evitar locais ou itens com acúmulo de poeira e ácaros.
>Limpar com regularidade tapetes, cortinas, mantendo o
ambiente limpo.
>Agasalhar-se bem nos dias frios.