Como a
sensação de encerramento de ano/ciclo afeta a saúde mental?
O fim do
ano costuma despertar reflexões sobre conquistas, lembranças, perdas e
expectativas não alcançadas. É um momento de avaliação interna que, para muitas
pessoas, pode trazer melancolia, nostalgia ou
ansiedade. Esse fechamento de ciclo pode despertar emoções que, ao longo
do ano, podem ter sido deixadas de lado — e isso é natural. Lembre-se que
começar um novo ano também exige energia emocional, então é importante
respirar, celebrar suas pequenas vitórias e seguir com leveza.
Para quem
já enfrenta algum sofrimento emocional, como sintomas depressivos, ansiedade ou
luto, o fim do ano pode ser mais sensível. A pressão social por felicidade, as
reuniões familiares e o sentimento de comparação podem intensificar a sensação de solidão, tristeza ou exaustão
emocional. Nesses casos, é importante redobrar o cuidado, buscar apoio
na rede de convivência e manter acompanhamento profissional.
Quais são as orientações que podem auxiliar a equilibrar as expectativas de
fim de ano?
Para equilibrar as expectativas no fim de ano, vale evitar comparações e
definir metas realistas. Pausas para descansar, valorizar pequenas conquistas e
planejar com flexibilidade ajudam a reduzir a pressão e manter o bem-estar
emocional.
Qual é o papel da família e amigos neste processo?
A rede de
apoio tem um papel fundamental no bem-estar emocional. Ela pode oferecer uma
escuta sem julgamentos, validar sentimentos e estar presente e disponível.
Também ajuda quando evita cobranças excessivas, convida sem pressionar, criando
um ambiente seguro para que a pessoa possa se expressar e buscar equilíbrio
emocional.
Orientações
importantes:
Reserve
momentos para cuidar de si com carinho. Escolha atividades que tragam prazer e significado,
mesmo que simples, e permita-se aproveitar esses instantes.
Não se isole completamente: estar conectado com outras pessoas é uma
forma poderosa de proteção emocional.
Cuide do corpo para cuidar da mente: alimente-se bem, mantenha-se
hidratado e procure dormir o suficiente — esses cuidados fazem diferença no seu
bem-estar.
E lembre-se: se a tristeza persistir e começar a afetar seu sono, sua
energia ou sua rotina, buscar ajuda profissional é um gesto de coragem e
cuidado consigo mesmo.
Colaboração: Elsa Cristine Zanette Tallamini, Graziela
Garbin Zamarchi e Juliane Disegna Fraporti – psicólogas no Hospital de
Clínicas.