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Mês de combate ao melanoma: atenção às alterações na pele são fundamentais para o diagnóstico precoce

O mês de maio foi instituído oficialmente em todos os países como o mês de conscientização sobre a prevenção de um tipo de câncer de pele que embora de incidência menos frequente, apresenta uma alta taxa de mortalidade.

 

O melanoma corresponde a cerca de 5% dos cânceres de pele no Brasil. “O melanoma é um dos tipos de câncer de pele, é o menos frequente, porém é o tipo mais grave, devido à sua alta possibilidade de provocar metástase (disseminação do câncer para outros órgãos) e consequentemente uma maior mortalidade.” esclarece a médica dermatologista, membro do corpo clínico do Hospital de Clínicas (HC) de Passo Fundo, Dra. Juliana Stramari.

 

A atenção e investigação das alterações na pele são fundamentais para o diagnóstico precoce da doença. “É sempre importante observar qualquer pinta na pele, com cor acastanhada ou enegrecida, que tenha mais de uma cor, formato irregular e que aumente de tamanho. Pessoas que se expõem muito ao sol, que tem a pele clara e que se queimam com facilidade e as que tem história familiar de melanoma, tem um risco maior de desenvolver a doença e devem ter atenção e cuidados redobrados.” orienta a dermatologista.

 

Quando diagnosticado de forma precoce, as chances de cura do melanoma aumentam. Em fases avançadas, o tratamento pode se tornar mais complexo, conforme explica a dermatologista do HC, Dra. Juliana Stramari. “Quando diagnosticado precocemente, o melanoma tem chances de cura de mais de 90%, por isso é extremamente importante a detecção das lesões nos estágios iniciais. Já nos estágios mais avançados, aumenta a chance de metástases e de mortalidade.”

 

A especialista alerta ainda que os cuidados com a pele devem ser mantidos todo o ano, mesmo quando o sol não está aparente, como em dias nublados. “A radiação solar é incidente durante todo o ano, ela penetra profundamente na pele, sendo capaz de provocar diversas alterações, como o bronzeamento e o surgimento de pintas, envelhecimento da pele, sardas, manchas e o câncer de pele.  Sabemos que grande parte da população utiliza o protetor solar somente no verão, mas é importante saber que a exposição à radiação ultravioleta tem efeito cumulativo durante a vida e é o principal fator de risco para desenvolver o câncer de pele. Portanto, os cuidados devem ser mantidos durante todo o ano.” enfatiza.

 

Para que a exposição ao sol ocorra de maneira segura, a dermatologista relaciona algumas orientações fundamentais: “Evitar a exposição solar entre 10 e 16 horas; usar protetor solar com fator de proteção solar (FPS) no mínimo 30; Lembrar que o protetor solar deve ser usado diariamente e não somente no verão e em horários de lazer e é importante complementar a proteção solar usando chapéus, camisetas e óculos escuros.” pontua Dra. Juliana Stramari.

 

Além disso, há ainda outras situações específicas em que a proteção deve ser mantida. “Em crianças até 6 meses de idade não se deve usar protetor solar e, sim, evitar a exposição solar direta. Dos 6 meses aos 2 anos de idade o ideal é usar protetores solares específicos para bebês. Não realizar bronzeamento artificial, que é proibido no Brasil desde 2009, pois aumenta muito o risco de desenvolver câncer de pele e lembrar de utilizar filtro solar específico para os lábios. Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo da pele.” finaliza.

 


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