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A trombose pode ocorrer em qualquer faixa etária

A trombose venosa é caracterizada pela formação e presença de coágulo dentro de uma veia, sendo mais comum nos membros inferiores. Hoje, no Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose Venosa Profunda, o cirurgião vascular e endovascular no Hospital de Clínicas, Dr. Alexandre Bueno da Silva orienta sobre os principais fatores de risco para trombose.

 

“Qualquer pessoa pode desenvolver trombose, mas existem alguns fatores que ajudam a desencadear. Os principais fatores de risco para trombose venosa são:  idade avançada, uso de anticoncepcional, terapia de reposição hormonal, varizes, imobilidade, gestação e puerpério, obesidade, infecções, doença inflamatória intestinal, insuficiência cardíaca, traumatismos, cirurgias, doença neoplásicas e trombofilias (congênitas ou adquiridas), trombose venosa prévia e tabagismo.”

 

Sintomas mais comuns

 

Os sintomas variam dependendo da localização da trombose, sendo mais frequentemente acometidas as veias da musculatura da panturrilha, ou seja, da perna. A dor é o principal sintoma, que poder vir acompanhada de inchaço, aumento da sudorese da pele e aumentos das veias do pé e da perna. Quando a trombose acometer as veias mais proximais, normalmente a dor vem acompanhada de um importante inchaço.” esclarece o cirurgião.

 

 

O diagnóstico rápido é fundamental para evitar complicações relacionadas à trombose.A importância do diagnóstico rápido se dá principalmente para tentarmos evitar a principal complicação da trombose que é a embolia pulmonar, que quando presente pode ser fatal em até 10% dos casos. Outra complicação que pode acometer o paciente é a síndrome pós-trombótica, situação que poderá vir a causar no futuro feridas nas pernas.” alerta.

 

 

Orientações para prevenção

 

“Primeiramente manter-se ativo, quanto mais movimentar-se, melhor, principalmente as pernas. Em algumas situações como cirurgias, uso de reposição hormonal e anticoncepcional, a sugestão é discutir previamente com seu médico. Outras medidas que auxiliam é elevar as pernas em ângulos de 15 a 20 graus para melhor retorno do sangue e o uso de meias elásticas. Outras situações importantes são as viagens de avião e longas viagens de ônibus e de carro, quando sugerimos sempre o uso de meias elásticas, movimentação das pernas, evitar cruzar as pernas e se possível dar uma caminhada. Em alguns casos pode se usar medicamentos, mas em situações especiais a serem discutidas. com seu médico.”

 

 

Colaboração: Dr. Alexandre Bueno da Silva - Cirurgião Vascular e Endovascular

Membro do corpo clínico do HCPF| Preceptor do Programa de Residência em Cirurgia Vascular UFFS/HC| Mestre em Cirurgia Vascular pela UFRGS | Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Vascular| Membro da Society for Vascular Surgery (SVS)| Membro da International Society of Endovascular Specialists (ISEVS)| Membro da EBDVSS - Edward B Diethrich Vascular Surgical Society

 


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